domingo, setembro 27, 2009

Adidos Agrícolas - parece que agora sai do papel

Parece que o governo brasileiro está tirando do papel a utilização de adidos especializados em questões agrícolas em algumas embaixadas pelo mundo afora. Isto é muito importante, pois a agricultura e pecuária tem suas características únicas e não pode ser tratada por pessoas sem este conhecimento.

As embaixadas escolhidas (ver abaixo) representam bem os mercados internacionais e existe um corpo técnico muito competente para este serviço em orgãos ligados ao MAPA.

As duas notícias do MAPA abaixo mostram o início deste processo:

Mapa abre inscrições para candidatos a adido agrícola

As inscrições para o processo de seleção de oito adidos agrícolas que irão atuar em missões diplomáticas brasileiras no exterior foram abertas nesta sexta-feira (25) e vão até 5 de outubro. Os interessados devem preencher o formulário de inscrição on-line, no site www.agricultura.gov.br, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), no link “Adidos Agrícolas”.

Os adidos representarão o Brasil em postos estratégicos no exterior. O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, explica que os profissionais escolhidos vão colaborar nas soluções para os possíveis entraves que venham prejudicar as exportações do agronegócio e identificar novos mercados. ”Todos os países que têm força na agricultura contam com adidos agrícolas, porque consideram essa a melhor forma de representar seus interesses, tanto na troca de experiências tecnológicas, como no comércio e nas questões sanitárias”, acredita.

O ministro lembra, ainda, que os grandes países contam com esses profissionais há mais de 40 anos e que, agora,o Brasil, “maior exportador de produtos agrícolas do mundo”, entendeu a importância do adido agrícola nas relações comerciais internacionais.Podem se candidatar ao posto de adido agrícola servidores do Mapa e empregados de empresas públicas ligadas ao Ministério, como Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). No caso de servidores e funcionários de outras empresas públicas, a exigência é que estejam cedidos ao Ministério da Agricultura há, pelo menos, quatro anos.

Atuação em cada país

Em Bruxelas (Bélgica), o adido agrícola acompanhará as negociações dos interesses bilaterais com os 27 países membros da União Europeia, principal destino das exportações do agronegócio brasileiro. Em Genebra (Suíça), terão foco os temas relativos à Organização Mundial do Comércio (OMC) e outras organizações multilaterais.

Os demais locais, Pretória (África), Tóquio (Japão), Washington (Estados Unidos) e Moscou (Rússia), representam países com grande interesse na importação de produtos do agronegócio brasileiro. A exceção fica por conta de Buenos Aires, uma vez que a Argentina é o principal exportador de produtos agrícolas ao mercado brasileiro. (Fonte: Mapa)

Stephanes destaca qualificação de adidos em negociações
Reinhold Stephanes destacou a importância da criação do cargo para o agronegócio brasileiro, já que o País é o maior exportador de alimentos do mundo

O especialista em agricultura será responsável por informações mais qualificadas nas negociações, principalmente em temas sanitários e fitossanitários.

“A necessidade de entendimento com os países importadores, como Rússia, China e União Européia é permanente. Então, é importante termos um servidor qualificado em questões de sanidade animal e vegetal e em questões de produção, por exemplo, nesses países. Isso facilita o entendimento e o nosso trabalho”, comemorou o ministro.

A criação dos adidos agrícolas era uma das prioridades da agenda definida pelo ministro para a Agricultura. A função foi aprovada pelo Decreto nº 6.464, publicado no Diário Oficial da União, em 28 de maio de 2008, após negociação entre o Mapa, por meio da Secretaria Executiva e o Ministério das Relações Exteriores e o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG).

O profissional que assumir a função vai se integrar a missões diplomáticas brasileiras que atuam em Buenos Aires (Argentina), Bruxelas (Bélgica), Genebra (Suíça), Moscou (Rússia), Pequim (China), Pretória (África do Sul), Tóquio (Japão) e Washington (Estados Unidos).

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