quinta-feira, novembro 27, 2008

Mais um grande do petróleo no etanol?

Encontrei no site Gas Virtual a nota abaixo, publicada no dia 24 de novembro, que diz que a Shell está finalizando a compra da COSAN. A nota pode ser encontrada na íntegra aqui:

Shell, gigante do petróleo, aposta no etanol brasileiro

A Shell está praticamente fechando a compra da Cosan, maior produtora nacional de açúcar, álcool e etanol. O grupo de Piracicaba (SP) foi destaque no noticiário, em maio, ao abocanhar a Esso do Brasil. No negócio, que pavimentaria sua estréia na revenda de combustíveis, pagou quase R$ 1 bilhão. Pelo visto, o projeto não emplacou. (Fonte: Ricardo Boechat - Isto É)

Nota: Em junho deste ano o Portal GasVirtual publicou:A gigante do setor de petróleo acredita que os biocombustíveis podem ser "muito atrativos" e nega que o etanol esteja gerando um lobby do setor de combustíveis contra países como o Brasil.

A empresa, porém, alerta: não irá apostar no etanol de milho nos Estados Unidos. "Quando se analisa a produção de cana, como no Brasil, está claro que se trata de um setor atrativo para investimentos e achamos que esse modelo no Brasil é sustentável em termos ambientais", afirmou o chefe mundial do departamento de tecnologia da Shell, Jan van der Eijk. "Tudo indica que o etanol de cana é bom para a economia e para o meio ambiente. Portanto, é um bom investimento, com lucros promissores, e vamos seguir essa tendência", disse. Van der Eijk explica que a Shell irá investir tanto no etanol de cana como no desenvolvimento de um etanol de celulose.

"São esses os modelos que fazem sentido econômico e estamos considerando o envolvimento da Shell nesse setor. Não estamos considerando usar nem o milho nem trigo", alertou. O motivo da recusa pelo etanol produzido nos Estados Unidos a partir do milho seria a necessidade de altos subsídios para que o produto seja competitivo no Mercado.

quarta-feira, novembro 26, 2008

Petrolíferas atacam no etanol?

Duas notícias publicadas recentemete mostram o interesse da Petrobras e da BP no etanol brasileiro. A BPque já possui uma unidade de biocombustíveis e atua em parceria com grupos nacionais no setor mostra seu interesse pelo etanol em reportagem do JB Online de 25 de novembro e também agora parece, segundo notícia da Agência Estado de 24 de novembro, que a Petrobras está com sérios interesses no setor:

PETROBRAS DEFINE ESTE ANO SE COMPRARÁ USINAS DE ETANOL

O presidente da Petrobras Biocombustível, Alan Kardec Pinto, reiterou hoje que a revisão do planejamento estratégico da estatal deverá incluir a possibilidade de a companhia adquirir usinas existentes de etanol no País e aproveitar oportunidades que poderão surgir a partir da queda nos preços dos ativos, provocada pela crise financeira global. "Nós propusemos participar da compra de usinas existentes, mas não queremos tumultuar o mercado, tudo dependerá da revisão do planejamento estratégico da empresa, previsto para dezembro", disse.

De acordo com o executivo, a crise não alterou o programa da companhia que prevê a construção de 20 unidades produtoras novas (Green Field) que deverão ser instaladas preferencialmente na região Centro-Oeste do País, onde a companhia pretende também instalar um alcoolduto. Até agora, apenas um projeto saiu do papel, o da usina Itarumã, em Goiás, que será construído em parceria com a japonesa Mitsui, com investimentos previstos de US$ 227 milhões para a produção de 200 milhões de litros a partir de 2010. Os contratos de EPC (Engineering, Procurement and Construction) deverão ser assinados no início de 2009.

Segundo ele, o etanol continuará competitivo, mesmo com a queda das cotações do barril de petróleo. "O etanol é competitivo com o barril até US$ 40", disse ele. Conforme o presidente da Petrobras Biocombustível, o escopo do projeto de instalação de novas usinas não sofreu alterações e continuará com enfoque na produção de etanol para a exportação, sendo que a viabilização do empreendimento contará com a participação da iniciativa privada (majoritária), além de um parceiro internacional. "Os atores internacionais têm pressa em introduzir o etanol em sua matriz energética e o principal motivador disso é o Protocolo de Kyoto", argumenta. Neste sentido, ele acredita que o Brasil é o país que terá maiores condições de atender à demanda e, por isso, a idéia é que as usinas sejam instaladas já com a garantia de demanda externa e com contratos de longo prazo. "Foi o que aconteceu na parceria com a Mitsui, que garantiu o mercado", explicou.

A Petrobras já possui uma meta de exportação de 4,75 bilhões de litros de etanol até 2012 e por isso, segundo Alan Kardec Pinto, a intenção é tirar o restante dos 19 projetos de usinas do papel até o próximo ano. Da mesma forma, até 2011, a empresa espera que já esteja concluída a primeira etapa do alcoolduto que irá entre Uberaba (MG) e São Paulo para escoar a produção destes empreendimentos, a partir do Porto de São Sebastião (SP) ou do Rio de Janeiro. Tão logo sejam fechados os projetos de usinas no Estado de Goiás, a empresa pretende instalar a segunda etapa do projeto, entre Uberaba e Senador Canedo (GO), o que levaria mais um ano.

Outro ponto observado pela Petrobras na instalação de usinas de etanol é a possibilidade de comercialização de energia gerada a partir do processamento da cana-de-açúcar. A Usina Itarumã deverá gerar 50 megawatts (MW) de energia, dos quais um terço será consumido internamente e o resto poderá ser comercializado. Kardec Pinto não revelou o valor dos recursos que serão aplicados pela companhia nos projetos, que também serão avaliados na revisão do planejamento estratégico da companhia.

PARA BP, ETANOL É OPORTUNIDADE

Um dos maiores grupos petroquímicos do mundo, a britânica BP, aposta no etanol de cana-de-açúcar como uma alternativa sustentável de biocombustível e como oportunidade de negócios para sua estratégia corporativa.

A vice-presidente de Políticas Corporativas e Comunicações da BP, Anne Ruth Herkes, declarou que ´a BP decidiu apostar no etanol, porque enxerga uma excelente oportunidade de negócios nesse produto e entende que a produção deve ser muito bem feita, em linha com as melhores práticas de trabalho e produtividade´. E completou que ´ao investir na Tropical Bioenergia e na cana-de-açúcar, a BP reconhece a eficiência energética e a sustentabilidade ambiental da produção de etanol de cana, que não compete com alimentos´.

Ao se referir a alguns estudos contrários ao uso do etanol, a representante da BP esclareceu que após revisar esses trabalhos a companhia acredita que são inconclusivos e que existem diversos estudos muito bem fundamentados que mostram o oposto. ´O objetivo da BP no setor de bioenergia é incentivar os melhores biocombustíveis´, concluiu. Herkes esclareceu que a BP, além do etanol no Brasil, também investe em outras iniciativas para a produção de biocombustíveis.

Szwarc destacou que ´o futuro da indústria no Brasil, a exemplo dos demais segmentos da economia, não está imune às dificuldades do curto prazo, especialmente quanto à disponibilidade de créditos para financiamento da safra, exportações e estoques. No entanto, ressaltou que em médio e longo prazos as perspectivas são muito positivas para o setor.

´Os fundamentos do mercado continuam sólidos, porque tanto o açúcar como o etanol continuarão a ser consumidos e de modo crescente. O que se observa é uma diminuição na velocidade de expansão da produção, que deverá se ajustar às condições de mercado´, completou.

A companhia foi a única petroleira a fazer uma apresentação no 17º Seminário da Organização Internacional do Açúcar (ISO), realizado em Londres, no qual a União da Indústria da Cana-de-Açúcar (Unica) também participou .

segunda-feira, novembro 24, 2008

Biotecnologia descrita de modo fácil

Um artigo escrito pelo pesquisador AntAntonio Batista Filho, Diretor do Instituto Biológico (IB-APTA-SAA), descreve de forma interessante e clara a biotecnologia para leigos. Abaixo o texto na íntegra que também pode ser encontrado no site da APTA (Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios) clicando aqui:

A biotecnologia e o agronegócio
28/10/2008

No início do século XIX, a palavra biotecnologia teria sido usada pela primeira vez por um engenheiro da Hungria. Entretanto, a aplicação de técnicas biotecnológicas já era conhecida desde 1800 AC, para fabricação de vinho, pão, cerveja, queijo e outros produtos através da fermentação. Nos últimos 30 anos, a biotecnologia teve formidável avanço, abrindo novas oportunidades de crescimento para diversos setores da economia, entre os quais se destaca a agricultura, e tem como maior desafio o uso sustentável de nossa biodiversidade.

A biotecnologia é uma ferramenta tecnológica adicional para a agricultura. Ela impulsiona o crescimento do agronegócio nos países onde já são produzidos alimentos através dessa técnica e têm exercido um papel importante para aumentar a produtividade e atender a demanda por alimentos de uma população em contínuo crescimento. Aliás, em qualquer setor da economia, o que alavanca a competitividade das empresas é a tecnologia. É a tecnologia que reduz os custos, aumentando a qualidade e a produtividade, e coloca os produtos ao alcance do gosto e do bolso do consumidor de dentro e de fora do país.

Até 2050 a população mundial deverá alcançar 11 bilhões de pessoas, o que vai exigir que, no mínimo, seja dobrada a produção de alimentos e, de preferência, sem aumentar drasticamente a área plantada, minimizando assim o impacto sobre nossa biodiversidade. Não há outro caminho senão o uso de tecnologias que permitam maior produtividade por unidade de área.

O Brasil será parte fundamental para suprir considerável parcela de alimentos que o mundo demandará e terá que adotar ações sustentáveis para preservar nossos ecossistemas. A revolução verde iniciada nos anos 1960 trouxe, para o mundo, aumento na produção de alimentos, mas o uso abusivo de insumos também acarretou problemas como a contaminação ambiental e de saúde. No momento atual, a biotecnologia tem a responsabilidade de também aumentar essa produção sem, no entanto, provocar efeitos irreparáveis ao ambiente.

A genética clássica também foi fundamental para o avanço do agronegócio. O programa de melhoramento genético de zebuínos, desenvolvido pelo Instituto de Zootecnia (IZ-APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA), resultou em ganho genético médio anual de 3 kg, somando 90 kg de incremento de peso nas progênies dos reprodutores nos 30 anos de desenvolvimento do projeto. Exemplos semelhantes a esse foram observados em vários segmentos da agropecuária.

A adoção da biotecnologia na agricultura cresce a cada ano. Em 2003, 18 países já cultivavam plantas geneticamente modificadas em escala comercial, totalizando 68 milhões de hectares, segundo dados do Serviço Internacional para a Aquisição de Aplicações de Agrobiotecnologia (ISAAA). Em 2008, os transgênicos já ocupam mais de 100 milhões de hectares, distribuídos por 25 países.

Hoje, em vários países, já existem plantações de alimentos geneticamente modificados. Esses alimentos são resistentes a pragas e, por isso, utilizam menos agrotóxicos. Plantas tolerantes a herbicidas têm sido desenvolvidas e permitem aos agricultores também usar menos agrotóxicos para combater plantas daninhas. Com isso diminuem os gastos, além de aumentar a qualidade dos alimentos. Algumas das principais doenças de nossas culturas depositam na transgenia a esperança de controle, entre as quais o feijão transgênico resistente ao vírus do mosaico dourado e o Greening dos Citros (Huanglongbing).

O potencial das variedades obtidas por recombinação genética também está sendo utilizado para produzir alimentos com mais vitaminas e nutrientes, frutas que demoram a amadurecer e plantas capazes de resistir a fatores ambientais adversos, como secas, inundações, mudanças acentuadas de temperaturas, tolerância ao excesso de acidez e salinidade. No futuro, a obtenção de plantas com melhor aproveitamento da água deverá ser uma realidade.

No Brasil, após um início lento, observa-se agora maior agilidade para liberação de sementes e vacinas transgênicas, sendo que até agora 12 licenças foram concedidas. Ainda assim o país já é o terceiro em área plantada com transgênicos, atingindo próximo de 15 milhões de hectares, o que representa uma participação global de mais de 10%. Acima de nós aparecem a Argentina, com 19 milhões, e os Estados Unidos, com 58 milhões. A tendência é de crescimento acelerado, razão da crise alimentar, da questão energética e das mudanças ambientais.

Um grande evento para a biotecnologia brasileira aconteceu com o pioneirismo dos primeiros projetos Genoma, iniciado em 1997 com o sequenciamento do genoma do primeiro organismo patógeno de uma planta, a bactéria Xylella fastidiosa, que provoca a doença conhecida por “amarelinho” nos laranjais. No ano 2000, o genoma dessa bactéria já estava concluído e deixou como legado expressiva competência instalada em genética molecular, produzindo resultados na fronteira do conhecimento. Veio depois o sequenciamento dos genomas da bactéria Xanthomonas axonopodis, causadora do cancro cítrico, e do genoma da cana-de-açúcar, entre outros.

Projetos já utilizados na prática, e em desenvolvimento, voltados à sanidade da agropecuária, revelam como a biotecnologia está e poderá ser utilizada nessa área do conhecimento. A produção de bioinseticidas, capazes de controlar pragas e doenças, já transformou o Brasil em importante pólo produtor e exportador dessa tecnologia, inclusive permitindo ao País abrigar alguns dos maiores programas mundiais de controle biológico.

Ressalta-se a grande repercussão nacional e internacional do programa de controle biológico da cigarrinha-da-cana-de-açúcar através do fungo Metarhizium anisopliae. Somente no Estado de São Paulo, na safra 2006/2007, foram utilizados 750 toneladas do fungo em uma área de 250.000 hectares, com economia no manejo da praga de R$ 22 milhões. Do ponto de vista ambiental, 200 toneladas de agrotóxicos deixaram de ser utilizados no canavial. Existem atualmente no Brasil 52 biofábricas.

A produção de vacinas e antígenos é outra linha de fundamental importância, para implementação dos programas sanitários, assegurando a proteção dos rebanhos brasileiros. Novas técnicas de diagnóstico animal e vegetal fortalecem a segurança sanitária e fitossanitária nacional contra a introdução de doenças e pragas que não existem no País. Nesse sentido, o emprego de técnicas avançadas, como é o caso do código de barras do DNA, transformou-se em importante aliado da agricultura brasileira para o combate aos nematóides (parasitas) que chegam com sementes importadas.

Mais completo e confiável do que os testes tradicionais realizados por meio da morfologia da praga, o método começou a ser realizado este ano pelo Laboratório de Nematologia do Instituto Biológico. O local é o primeiro no Brasil a usar a técnica para este tipo de problema que atinge o agronegócio. Várias outras doenças de importância econômica têm no diagnóstico molecular ferramenta altamente confiável para expressar os resultados, considerando segurança e rapidez.

Líder de pesquisa na área de desenvolvimento de biocombustíveis (etanol), o Brasil mostra ao mundo capacidade de oferecer solução tecnológica limpa para a adequação da matriz energética através de uma ótima fonte de energia renovável. O desafio agora é usar biotecnologia para retirar etanol do bagaço e da própria biomassa da cana através de reações catalisadas por diversas enzimas conhecidas na natureza.

Entramos na era da agricultura de base biotecnológica e as consequências ainda não podem ser imaginadas em sua real extensão. Contudo, é importante considerar que a biotecnologia traz benefícios e riscos, cabendo a sociedade escolher o uso que quer fazer com o avanço do conhecimento.
Antonio Batista Filho
Diretor do Instituto Biológico (IB-APTA-SAA)

Terras já começam a cair de preço

A notícia abaixo publicada na Folha de São Paulo mostra que as terras, após um grande crescimento, começam a cair de preços. Será um sinal da crise ou um ajuste necessário?

PREÇO MÉDIO DO HECTARE CESSA TRAJETÓRIA DE ALTA

Mercado que registrava sucessivos recordes desde o ano passado, o comércio de terras no país vive agora, neste semestre, uma nova fase, de procura menos aquecida. Segundo Jacqueline Bierhals, analista da consultoria AgraFNP, o preço do hectare se estabilizou. "Na alta, mas se estabilizou."

A AgraFNP realiza bimestralmente avaliação sobre o mercado de terras. Novos números devem ser divulgados hoje. Bierhals antecipa que a variação deve ser mínima -"alta de R$ 4, R$ 5".

Os dados mais recentes apontam para preço médio de R$ 4.341 para o hectare no país. No fim do primeiro semestre, o preço estava em R$ 4.287. "A velocidade no aumento de preços sumiu."

Segundo Bierhals, a estabilidade nada tem a ver com a expectativa de que o governo limitaria a compra de terras por estrangeiros. O motivo foi a redução do preço dos produtos agrícolas. Um exemplo: do pico de pouco mais de US$ 16 o bushel na Bolsa de Chicago em julho, a soja desceu para US$ 9.

Ela diz que o mercado de terras costuma ter respostas mais lentas em relação a outros setores. "Quando o valor sobe, não dispara do dia para noite, como na Bolsa. Quando cai, também não despenca de uma vez."

Nos últimos meses, o comércio de áreas de aptidão agrícola enfrenta estagnação. A crise de liquidez na economia, acentuada desde a metade de setembro, fez muitas negociações serem interrompidas ou adiadas. Para ela, a tendência é os preços da terra começarem a recuar. Mas o movimento não deve ser tão intenso quanto o da crise do início da década, quando o hectare perdeu metade do valor.

A analista considerou sensata a determinação do governo à AGU de não haver restrição a investimentos do exterior em terras. Um caso, em especial, seria muito difícil de fiscalizar -o de empresas brasileiras de grande porte com injeção de capital estrangeiro. "Como determinar o que é dinheiro nacional e o que vem de fora?"

terça-feira, novembro 18, 2008

STF acaba com a "festa" sobre legislação municipal de queima de cana

Demorou mas o STF, conforme podemos ler na notícia abaixo publicada hoje pela Folha de São Paulo, proibiu as cidades de legislar sobre a queima da cana-de-açúcar para colheita. Muitos municípios, através de seus vereadores, legislavam sobre o assunto proibindo a queima na área do município.

A eliminação da queimada não pode ser realizada de uma forma brusca como pensam os nobres vereadores que se aproveitam da comoção do tema para ganhar votos.

Na minha opinião, o protocolo agroambiental assinado entre a UNICA e o Estado de São Paulo é a melhor forma de resolver este problema. Para quem deseja conhecer melhor este protocolo, clique aqui:

STF PROÍBE CIDADE DE LEGISLAR SOBRE QUEIMA DA CANA

O STF (Supremo Tribunal Federal) concedeu liminar que proíbe a cidade de Paulínia de legislar sobre a queima da palha da cana-de-açúcar. A decisão poderá criar jurisprudência e estender a proibição às cidades paulistas com leis semelhantes, o que pode atingir Barretos e outros três municípios.A decisão, da última sexta-feira, atende a recurso movido pela Unica (União da Indústria da Cana-de-Açúcar). O ministro do STF Eros Grau suspendeu a decisão do Tribunal de Justiça de SP, que julgou improcedente a Ação Direta de Inconstitucionalidade proposta contra a lei de Paulínia. Barretos, São José do Rio Preto, Limeira e Americana possuem leis contra a queima -a de Barretos vale a partir do ano que vem.

quinta-feira, novembro 13, 2008

Palestra sobre o BRIC e as commodities

Encontrei no site do Bradesco Rural, uma palestra de abril de 2008 que mostra a influência dos países BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China) na economia mundial e nas commodities. Apesar da palestra ser de antes da crise, tem muito dados interessantes lá.

O acesso à palestra pode ser feito através do filme (clicando aqui) ou dos slides em PDF (clicando aqui).

Segundo análise do Bradesco, somente carne terá bom 2009

Em nota publicada no blog Mundo Agro da Exame, capitaneado por Fabiane Stefano, podemos observar que o Bradesco fez uma análise não muito boa para o ano de 2009 para as commodities agrícolas. Na sequência, texto integral da nota que também pode ser encontrado diretamente no Portal Exame, clicando aqui:

A carne não é fraca

O Bradesco divulgou nesta semana um amplo relatório de tendências setoriais para 2009 no qual são atualizados prognósticos feitos em maio de 2008. No agronegócio, foram analisados 14 produtos agropecuários. E o cenário geral não é animador. Embora o relatório aponte que os preços internacionais permaneçam acima da média histórica, os fatores de risco para o agronegócio são muitos. Aumento de custos, margens reduzidas, redução da oferta de crédito e volatilidade cambial justificam a revisão de boa parte dos cenários de "favorável" para "desfavorável". Nessa situação estão as lavouras de soja, milho, trigo, algodão, arroz e feijão. O que chama a atenção é que, entre tantos prognósticos negativos, as projeções para as cadeias de bovinos, suínos e aves se mantêm favoráveis. Os três segmentos - grandes exportadores - são amplamente beneficiados pela desvalorização do real, pois receberão mais reais pela mesma mercadoria. No caso de suínos e aves, a queda dos preços da soja e do milho implica a redução de custos - o que é uma ótima notícia em épocas de aperto. É provável que o setor brasileiro de carnes também venha a sentir os efeitos de uma demanda mundial mais fraca - assim como boa parte dos produtores de commodities. Mas isso deverá ser compensado pela forte competitividade que o país tem na produção de proteína animal. Em horas de crise, só os mais fortes tendem a ganhar mais espaço no mercado.

Por Fabiane Stefano
Publicado em 12/11/2008 - 17:14