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domingo, janeiro 11, 2009

UNICA lança livro com belas imagens do setor sucroalcooleiro

A UNICA acaba de lançar um livro com belas imagens da produção de açúcar e álcool no Brasil com fotos de autoria de Tadeu Fessel. Abaixo a notícia publicada no site da UNICA sobre o lançamento e também algumas imagens do livro, que pode ser encontrado no formato PDF clicando aqui:

UNICA lança livro com mais de 120 imagens do setor sucroenergético

Com o objetivo de revelar aspectos importantes nem sempre conhecidos do grande público sobre o setor sucroenergético brasileiro, a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA) lançou nesta terça-feira (16/12/2008) o livro “Imagens do Etanol Brasileiro”, com mais de 120 imagens produzidas pelo fotógrafo Tadeu Fessel. A obra, apresentada durante a última reunião plenária de 2008 na sede da entidade, mostra o setor de maneira inédita, privilegiando imagens impactantes e arrojadas que ilustram a experiência e o pioneirismo do setor por meio de imagens: da lavoura de cana ao processo produtivo, que transforma a planta em etanol, açúcar e bioeletricidade, todos os passos são apresentados em detalhes.

O trabalho fotográfico de Fessel durou sete meses, nos quais ele fotografou em 13 diferentes localidades da região Centro-Sul do Brasil, principal produtora de cana do País. Foram realizadas várias viagens, sobrevôos, além de uma série de pesquisas para que o livro conseguisse captar a essência do setor que, nos últimos anos, cresceu, avançou e se modernizou de modo acelerado.

Fessel diz que o conteúdo do livro, editado em inglês e português, reflete sua experiência pessoal. Nascido em Piracicaba (SP), importante região produtora de cana-de-açúcar, o fotógrafo passou sua infância em meio aos canaviais. “Eu estou inserido no setor desde pequeno, por isso escolhi fazer este livro. Eu quis mostrar um mundo que faz parte da minha vida, e quis mostrá-lo de maneira bela.” Já o autor da editoração da obra, Márcio Wagner, relatou sua surpresa quanto à produção de bioeletricidade, um dos temas das fotos. “O livro é bem-sucedido em mostrar ao leitor que o setor não é só cana-de-açúcar”, afirmou Wagner, ao comentar as descobertas que fez ao manipular as fotos de Fessel.

O autor das fotos de “Imagens do etanol brasileiro” trabalha como fotógrafo desde 1966, quando se formou em fotojornalismo em Nova York (EUA). Reconhecido pelos inúmeros projetos realizados para agência de notícias nacionais e internacionais, nos últimos anos Fessel vem mudando o foco de seu trabalho.

Interessado por temas ligados à natureza, ele ajustou as lentes de sua câmera para clicar paisagens, viagens, aventuras e esportes radicais. Nesta oportunidade, Fessel produziu uma verdadeira viagem fotográfica ao mundo da energia limpa e renovável que vem da cana-de-açúcar.



terça-feira, janeiro 06, 2009

Alstom de olho na cana e a opção parece ser a Dedini

Parece que a internacionalização da cana brasileira está chegando até no mais tradicional fabricante de equipamentos para o setor sucroalcooleiro,a Dedini. A notícia abaixo, foi publicado no site Brasil Agro e tem como fonte, o Relatório Reservado:

DEDINI É O PASSAPORTE DA ALSTOM PARA O SETOR SUCROALCOOLEIRO

A Alstom abriu negociações para a compra da Dedini, a maior fabricante de equipamentos para a indústria sucroalcooleira do Brasil. A proposta dos franceses envolve a compra de 60% das ações – o restante permaneceria em poder dos atuais controladores. Nos últimos dois anos, esta é a terceira tentativa da Alstom de adquirir a Dedini. Talvez seja a derradeira e a mais bem-sucedida das investidas.

Nas duas vezes anteriores, o grupo francês se deparou com uma empresa na crista da onda, com a carteira recheada de pedidos, o que levou os controladores a rechaçarem qualquer possibilidade de conversa. Desta vez, no entanto, o cenário parece ser mais propício para a negociação. A Dedini tem sido diretamente afetada pela safra de cancelamentos de projetos na área sucroalcooleira.

Neste ano, ainda deverá faturar mais de R$ 2 bilhões devido ao carry over de entregas feitas antes do agravamento da crise. Para o próximo ano, no entanto, esta cifra deverá cair de maneira expressiva. A empresa já projeta para 2009 uma taxa de ociosidade em torno de 30% da sua capacidade instalada.Além da iminente perda de faturamento, a Dedini sofre também com seus conflitos societários.

Os atritos são protagonizados por Mario Dedini Ometto – filho do empresário Dovílio Ometto, que controlava a Dedini até seu falecimento, em agosto do ano passado – e seu sobrinho Giuliano Dedini Ometto, presidente do Conselho de Administração. Na tentativa de aumentar seu poder dentro da companhia, ambos têm se movimentado para comprar as participações de acionistas minoritários . A Alstom já manteve contatos com os dois acionistas, condição sine qua nom para qualquer tentativa de compra do controle da Dedini.

Caso se confirme, a aquisição da Dedini permitirá à Alstom criar uma nova unidade de negócios no Brasil, reduzindo a dependência em relação aos setores de transporte e de energia. Os franceses estão dispostos até mesmo a se associar a projetos de construção de usinas no país, como forma de alavancar o fornecimento de equipamentos. Ao mesmo tempo, a compra da Dedini poderá funcionar como uma espécie de reciclagem da imagem da Alstom no Brasil, abalada por denúncias de corrupção para a venda de produtos e serviços ao Metrô de São Paulo (Relatório Reservado, 23/12/08)

quarta-feira, dezembro 31, 2008

Cotações das commodities despencam em 2008 em NY

Para terminar os posts sobre cotações, obtive também no Wikinvest cotações da principais commodities brasileiras cotadas na Chicago Board of Trade (CBOT)- milho e soja, New York Mercantile Exchange (NYMEX)- açúcar, café e cacau e New York Board of Trade (NYBOT) - algodão e suco de laranja durante todo o ano, sempre considerando-se o último vencimento:









Podemos verificar que, excessão do cacau, as demais commodities tiveram queda no preço neste ano e que todas as quedas abruptas ocorreram no final de setembro, época do agravamento da crise, mostrando como os fundos rapidamente retiram suas posições nas commodities.

Como investimento, o resultado final da médias das commodities também foi parecido ao da Bovespa e da NYSE, ou seja, de cada 100 dólares investidos em janeiro de 2008, o investidor chegou em dezembro com apenas cerca de US$60 a 65

segunda-feira, dezembro 22, 2008

Dados sobre Etanol e Biodiesel no Brasil

Na edição do Anuário EXAME 2008-2009 de Infra-estrutura encontrei alguns dados interessantes sobre biocombustíveis que irei compartilhar.

O primeiro dado interessante está relacionado à matriz energética brasileira, mostrado na figura abaixo. Nela podemos ver a importância do etanol e seus derivados (no caso, o bagaço) representando 16% do total, ou seja, um sexto do total. Outra importante fonte oriunda do agronegócio é o carvão vegetal que ainda é obtida grande parte de madeira não cultivada para este fim, mas existe a tendência do aumento das florestas cultivadas para uso energético.

Etanol

Segundo a Exame, o preço do etanol brasileiro ainda é imbatível apesar do aumento nos custos de produção ocorrido nos últimos 12 meses, passando de 22 para 45 centavos de dólar o litro do álcool anidro pois os custos do etanol de milho nos EUA e de beterraba produzido na Europa são respectivamente, 0,66 e 1,28 dólar o litro. Entretanto, necessitamos de investimento em pesquisa em etanol celulósico para não perdermos esta liderança.

Com relação ao etanol, antes de falar sobre os dados gerais, comentarei sobre a avaliação geral do segmento realizada pela revista que levou em conta marco regulatório, questões legais, tributárias e institucionais além dos aspectos relacionados aos investimentos. Para cada item foi dada um critério verde, amarelo e vermelho, que representam uma escala de problemas impedindo a realização dos investimentos necessários para atender às exigências do país.

As avaliações positivas (verde) foram dadas para o marco regulatório, questões institucionais enquanto que os demais itens (questões legais, tributárias e investimentos) a avaliação foi a amarela, principalmente devido à falta de legislação que impede a criação de um mercado futuro de etanol, diferenças significativas na alíquota do ICMS e a crise internacional que fez com que ocorresse problemas de liquidez que podem afetar os investimentos.

Os principais desafios ao setor estão relacionados à escassez de milho nos EUA que pode aumentar a nossa exportação e à criação de infra-estrutura de transporte ainda muito dependente das rodovias, entretanto para tanto necessitamos de investimentos na capacidade produtiva e na infra-estrutura necessária para viabilizar exportação de grandes volumes.

Os principais dados do setor encontram-se nas figuras abaixo:







Das figuras acima vale a pena comentar a perda da primeira posição na produção mundial de etanol para os EUA e que mesmo assim ele importou cerca de 25% do total exportado pelo Brasil, apesar do total exportado ser muito pouco ainda perto do total produzido, menos de 10%.

Com relação ao mercado interno, vemos a supremacia paulista na produção enquanto que o estado de Goiás caminha firme para a segunda posição em virtude do grande número de novas usinas a serem instaladas lá.

O mercado de carros bicombustível já está se estabilizando em patamares próximos a 90% do total de veículos fazendo com que o mercado interno cresça ano a ano.

Biodiesel

O biodiesel apresenta um cenário diferente, tanto é que enquanto que o título para o análise do etanol era “O preço brasileiro ainda é imbatível” o mesmo para o biodiesel é “Faltou combinar com o mercado”, mostrando os problemas de mercado que enfrenta.

A principal matéria-prima, a soja, teve um grande aumento em suas cotações causando sérios problemas aos produtores devido à diferença entre a cotação do grão e o baixo preço do combustível pago pelos leilões, isso fez com que a Agência Nacional do Petróleo autorizasse a compra direta das distribuidoras nos produtores possibilitando a formação de estoques. Após aumentar a mistura obrigatória de 2% para 3% em julho, o governo pensa em antecipar a meta de adição de 5% de 2013 para 2009 ou 2010 na tentativa de melhorar o cenário ajudando a emplacar o programa.

Diferente do etanol que obteve 2 avaliações positivas e 3 avaliações intermediárias, o biodiesel recebeu 2 avaliações negativas e 3 avaliações intermediárias. As avaliações negativas (vermelhas) foram dadas para o marco regulatório que ainda necessita de marco regulatórios e algumas empresas venderam produto nos leilões e não entregam e não houve nenhuma tipo de punição e também as questões intitucionais pelo fato da Petrobras estreiar como produtora de biodiesel com 3 usinas inauguradas com capacidade de produção de 13% do mercado atual, mostrando assim um sinal de concentração e estatização do segmento.

As questões legais mostram que apesar do aumento da adição de 2% para 3% não ocorreu diminuição do diesel importado devido ao aumento do consumo e que a mistura de 5% não fará com que o preço final do óleo diesel abaixe, pois o biodiesel ainda é mais caro que o óleo diesel.

Nas questões tributárias, o biodiesel ainda é muito dependente dos subsídios do governo e atrelar redução de impostos à compra de matéria-prima de pequenos produtores pode comprometer a escala de produção.

Os investimentos estão caindo devido à questão do custo de produção alto porém a Petrobras Biocombustíveis planeja montar mais uma usina para produzir a partir de dendê e girassol.

Os principais desafios estão relacionados à encontrar uma matéria-prima competitiva e sustentável, dissociar política energética da política social para garantir escala de produção e tambem criar marcos regulatórios definidos e desenvolver o biodiesel como commodity.

Abaixo alguns dados sobre o setor:




Com relação aos dados apresentandos, podemos verificar a hegemonia da soja representando 2/3 do total e a capacidade instalada atualmente é muito superior a capacidade utilizada, fazendo com que existam poucos projetos em autorização.