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sábado, fevereiro 07, 2009

Fusão Sadia e Perdigão? Mercado acredita nisso

Em notícia publicada no Avisite, comenta-se sobre a possível fusão da Sadia com a Perdigão devido à crise financeira atual. Esta fusão criaria um gigante no setor.

Fusão entre Sadia e Perdigão pode ser realidade

Rio de Janeiro, 6 de Fevereiro - No mercado, aumentam os rumores de que a Sadia pode finalmente se unir com a Perdigão, após as fortes perdas com derivativos. A operação é negada pelas duas empresas, mas o fato é que a Sadia precisa de capital para investimento, após o rombo deixado no caixa pelas perdas com derivativos. São várias as alternativas da Sadia, como uma injeção de capital privado através da emissão de ações ou debêntures, obtenção de recursos junto ao Bndes, a fusão com a Perdigão ou a própria venda das operações para outra empresa. Neste último caso, o mercado fala da Bunge e JBS.

De acordo com o relatório da Merrill Lynch, a Sadia precisa de uma injeção de capital de, pelo menos, R$ 2 bilhões devido aos gastos com o serviço da dívida, que tende a consumir parte do fluxo de caixa. O montante estimado da dívida bruta é de R$ 8,7 bilhões. Os analistas da Merrill explicam que a liquidez corrente da empresa está em situação de risco, diante da dificuldade de refinanciamento da dívida de curto prazo.

Para a equipe de análise da SLW, é possível que haja a operação de fusão entre a Sadia e Perdigão ou JBS. "Alguma coisa deve ser feita. A Sadia precisa de recursos, pois está endividada e necessita melhorar o perfil da dívida. Para o acionista estas medidas são positivas, pois melhoram a situação da empresa", explicam os analistas da SLW. Mas, os especialistas ressalvam que pode haver outras possibilidades, como a venda privada de ações ou injeção de recursos do Bndes.

Segundo boatos de mercado, a Sadia pode receber R$ 1 bilhão do Bndes, além de estar sendo procurada por diversos investidores. A companhia também pode se desfazer de alguns ativos não relacionados à atividade principal, como a corretora Concórdia ou o banco da empresa, avaliados em cerca de R$1 bilhão de reais. Tal estratégia é bem vista pela equipe de análise do Itaú. Em relatório, os analistas do banco explicam que a venda destes ativos seria extremamente positiva para a companhia. Os especialistas explicam que não viam com bons olhos a estratégia da Sadia de investir em empresas não-essenciais.

A Brascan Corretora revisou suas projeções para a Sadia e espera uma despesa financeira de R$ 2,5 bilhões em 2008, ante a projeção anterior de R$ 762 milhões. Já para 2009, a Brascan estima uma despesa de R$ 437 milhões, ante R$ 94 milhões previstos anteriormente. De acordo com a análise da corretora, o alto nível de endividamento da Sadia levará a companhia a investir menos, reduzindo seu crescimento de vendas. Quanto aos resultados, a Brascan Corretora prevê um prejuízo líquido de R$ 1,535 bilhão em 2008 e uma receita líquida de R$ 10,911 bilhões e Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) de R$ 1,198 bilhão. O volume vendido de produtos, projetado é de 2,395 milhões de toneladas. Já para 2009, a Brascan espera um lucro líquido de R$ 289 milhões, com uma receita líquida de R$ 11,960 bilhões, Ebitda de R$ 1,341 bilhão e volume vendido de 2,526 milhões de toneladas. (Monitor Mercantil) (Ana Borges)

terça-feira, fevereiro 03, 2009

Brasil já é o segundo maior confinador do mundo

Além da nota postada abaixo, outro dia, ao ler o Portal do Agronegócio, deparei-me com a notícia abaixo que diz que o Brasil já ocupa o segundo lugar no confinamento de bovinos, perdendo apenas dos EUA.

Para nós, pobres mortais distantes do dia-a-dia da pecuária nacional, o que mais impressiona é o número de cabeças confinadas: 2,3 milhões.

Abaixo segue a notícia na íntegra:

Brasil é segundo colocado no ranking mundial dos confinamentos

O Brasil teve um crescimento de cerca de 7% no volume total de gado confinado em 2008.

Desde 2004 na condição de maior rebanho bovino comercial do mundo, com volume aproximado de 180 milhões de cabeças, segundo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, o Brasil mais uma vez mostra que tem potencial para se firmar entre os grandes fornecedores de carne bovina para mercado o mundial, incluindo nichos de consumo para produtos de alto valor agregado.

O crescimento de aproximadamente 7% no volume total de gado confinado em 2008, perto de 2,7 milhões de cabeças, permitiu ao País assegurar a vice-liderança do ranking mundial do confinamento, lugar até então ocupado pelos australianos.

De acordo com levantamento da Meat and Livestock Australia (MLA), da Austrália, as fazendas daquele País confinaram, nos 12 meses do ano passado, cerca de 2,13 milhões de bovinos, recuo de 11% em relação aos 2,4 milhões de cabeças de 2007. Com montante que superou os 2,7 milhões de animais, segundo estimativa da Assocon (Associação Nacional dos Confinadores) entidade que concentra cerca de 30% da força do confinamento no País (549.054 cabeças), o rebanho confinado brasileiro ultrapassa o australiano e se coloca atrás apenas dos EUA, País que mantém uma tradição secular nessa modalidade de criação.

Para Juan Lebrón, diretor executivo da Associação Nacional dos Confinadores (Assocon), o fato positivo por trás desta conquista é que o trabalho feito junto à base do sistema de produção pecuária mostra resultado. “Em outras palavras, queremos dizer que cada vez mais os confinamentos brasileiros estão se tornando empresas. Os pecuaristas se conscientizam da necessidade de investir na qualidade do produto final, e, principalmente, do Brasil mostra ao mundo que tem sim condições de produzir com eficiência, qualidade e segurança alimentar”, destaca Lebrón.

Para o especialista, apesar do crescimento pequeno de pouco mais de 1,3% e que frustrou de certa forma as expectativas, o ano de 2008 foi excepcional para o confinamento. “Nunca se falou tanto, nem se debateu tanto o modelo de produção pecuária em confinamento como em 2008”, afirma o diretor da Assocon, que trabalhará para dar continuidade a esse cenário em 2009. Para tanto, a Assocon já preparou uma agenda de eventos bastante intensa, com destaque para a realização do 1º Encontro Técnico Regional para Pecuaristas que acontecerá, em São Paulo, durante o mês de março, com local e data ainda em definição.

quinta-feira, janeiro 29, 2009

Correlação entre mercado automobilístico e mercado de boi?

As vezes as notícias parecem estranhas, mas ao analisarmos um pouco, elas voltam a normalidade. Um bom exemplo disso é a notícia abaixo publicada na Gazeta Mercantil. Ao ler a lista de notícias topei com o estranho título. Minha curiosidade forçou-me a leitura e logo nos primeiros parágrafos percebi a correlação entre os produtos.

Até parece tema do Freakonomics!!!!!!

Venda de carros afeta mercado do boi

Chicago (EUA), 29 de Janeiro de 2009 - Os contratos futuros de gado bovino podem cair ao nível mais baixo desde junho de 2006. Isso poderá ocorrer, em parte, porque a queda no ritmo das vendas de automóveis no país e o colapso ocorrido no mercado de imóveis residenciais dos Estados Unidos estão contribuindo para minar a demanda por couro usado na montagem dos bancos dos carros e em artigos do mobiliário, disse Lane Broadbent, vice-presidente da KIS Futures Inc.

Dados divulgados por aquela empresa de consultoria mostra que os preços do couro de gado bovino já caíram 45% desde o início de outubro do ano passado, superando a queda de 25% na venda de automóveis desde o final de agosto do ano passado em todo o País.

Os contratos futuros de gado bovino na Bolsa Mercantil de Chicago (CBOT) registraram declínio de 19% , desde 29 de agosto de 2008, uma vez que a crise econômica global também contribuiu para conter a demanda por carne bovina e demais produtos derivados, como couro e gorduras, que, entre outros destinos, são usados como matéria-prima para a manufatura de outros produtos como cosméticos e detergentes.

Queda ainda maior

Até o final deste ano, o preço de gado bovino pode cair para 79 centavos de dólar a libra-peso, o mais baixo para um contrato de grande movimento desde 15 de junho de 2006, disse Broadbent. Os contratos futuros de gado bovino para entrega em fevereiro fecharam em 84,4 centavos de dólar a libra-peso em 27 de janeiro.

"Com o atual mau desempenho da economia e as dificuldades na indústria automobilística, a demanda por couro caiu, e isso se refletiu bastante no (preço de) gado bovino", disse Broadbent em uma entrevista por telefone concedida na Cidade de Oklahoma. "Acredito que vai demorar pelo menos um ano" até que a demanda por couro e derivados volte a crescer, acrescentou.

As peles de gado bovino foram negociadas por 2,9 centavos a libra-peso ontem, uma queda em relação aos 5,25 centavos de dólar registrados em 29 de agosto de 2008, segundo mostram dados do Departamento de Agricultura dos EUA. O preço chegou a 2,75 centavos de dólar em dezembro último, o mais baixo desde, pelo menos, janeiro de 1998.

As vendas de automóveis nos EUA em 2008 foram as mais baixas em 16 anos, segundo dados oficiais. As construtoras norte-americanas iniciaram no ano passado o menor número de novos imóveis residenciais desde que esses dados começaram a ser compilados, em 1959, informou em 22 de janeiro o Departamento de Comércio.