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quarta-feira, dezembro 31, 2008

Ações do agronegócio também caem em Wall Street

Aproveitando a análise que fiz sobre o desempenho das empresas do agronegócio na Bovespa, resolvi fazer uma análise semelhante em Wall Street para verificar se os comportamentos eram semelhantes.

Foram escolhidas 12 empresas baseados na lista da Fortune500 considerando-se os setores de produção de alimentos, produtos alimentícios de consumo e produtos florestais e papel. As 12 empresas escolhidas encontram-se na tabela e nos gráficos abaixo:





Os dados e os gráficos foram obtidos no site Wikivest, inclusive mostrando algumas anotações criadas pelos usuários para eventos importantes relacionados com as empresas. Para acessar o site, clique aqui.


Podemos observar que o desempenho médio das ações foi muito parecido com as ações da Bovespa, sendo que somente a General Mills teve desempenho positivo. Quando comparamos as ações com os 3 principais índices da bolsa de Nova Iorque, Dow Jones, Nasdaq e S&P 500 que teve média igual a 62,8, verificamos que o desempenho médio das ações ainda foi ligeiramente superior à média das bolsas.

Como conclusão temos que, lá como cá, o desempenho do setor do agronegócio foi ligeiramente superior aos demais setores.




Ações recomendadas pela Exame - Análise Final

Desde o início do ano venho acompanhando 4 ações de empresas do agronegócio brasileiro recomendadas por alguns analistas à revista Exame na edição de 07 de fevereiro. As ações são:
  • Sadia (SDIA4)
  • Perdigão (PRGA3)
  • SLC Agrícola (SLCE3)
  • Aracruz (ARCZ6)

As expectativas eram de crescimento e podem ser encontradas no post de 09 de julho com o título de Ações do Agronegócio recomendadas pela Exame, bem como os resultados do primeiro semestre e a a comparação com as 6 maiores empresas do Anuário Exame do Agronegócio e adicionei por minha conta, mais duas empresas do setor sucroalcooleiro (setor em expansão).

A análise feita no primeiro semestre mostrou um excelente desempenho das ações recomendadas, com crescimento superior à média das outras oito empresas e ainda melhor do que o Índice Bovespa, entretanto a crise chegou....

Abaixo temos o gráfico mostrando o comportamento das ações durante todo o ano, que nos mostra que até o final de setembro, as ações recomendadas pela Exame (Índice Exame) tiveram um desempenho melhor do que as demais do agronegócio e ainda melhor do que o Índice Bovespa.

Porém com o agravamento da crise, o Índice Exame caiu abaixo das demais e permaneceu até o final do ano nesta condição. Podemos observar que as demais ações do agronegócio tiveram um desempenho muito similar ao do Índice Bovespa nos 3 últimos meses do ano.

Mas, como era esperado, a maior parte das ações tiveram um desempenho péssimo durante o segundo semestre devido à crise mundial. Entretanto, vale a pena ressaltar que, conforme mostrado nos dois gráficos abaixo, as ações da SLC Agrícola, Souza Cruz e JBS Friboi conseguiram ter um desempenho ligeiramente superior às demais.

Os piores desempenhos foram de Sadia, Aracruz e Votorantim Celulose e Papel principalmente devido aos problemas com derivativos de dólar.

De modo geral, durante grande parte do ano, as ações vinculadas ao agronegócio tiveram um bom desempenho quando comparadas ao Índice Bovespa devido, principalmente, a qualidade da nossa produção agroindustrial, porém a queda nos preços das commodities agrícolas devido à queda da demanda mundial e também a problemas no câmbio fez com que a queda fosse maior nestas ações tornando-as, em alguns casos, um pior investimento quando comparado à aplicação na Bovespa como um todo.

Resta agora esperar o próximo ano para observar se as perdas serão recuperadas e os fantásticos números do primeiro semestre na Bovespa se repitam.